23/02/2014 00:00 - Atualizado em 26/02/2014 21:11

Agenda cultural

Museu da Língua Portuguesa apresenta "Cazuza, Mostra Sua Cara"

Ele se chamava Agenor de Miranda Araújo Neto, era rebelde e contestador. Queria mudar o mundo e transformou, como poucos, sentimentos em poesia

Colaborador
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Arte de Escrever
A exposição passa por todas as fases da vida do músico. Da infância a morte, aos 32 anos (Foto: Divulgação)

O garoto que queria mudar o mundo detestava ser chamado de poeta. Era músico e pronto. Um rebelde na opinião dos fãs. “É que ele não tinha medo de nada. Ele cantava o que ele achava que era correto o porquê disso”, diz Gabriela Maria de Lima, estudante de 18 anos.

Ele nasceu Agenor de Miranda Araújo Neto. A exposição "Cazuza Mostra Sua Cara" passa por todas as fases da vida do músico. Da infância a morte, aos 32 anos.

O público também participa da exposição. O visitante escolhe um assunto e assiste a um vídeo, um depoimento de Cazuza sobre o tema.

Boa parte do público não havia nem nascido quando o músico morreu, em 1990. Quem disse que fã tem idade? “Eu tenho dois CDs, só que são da minha avó”, conta Caroline Galricci, estudante de 19 anos.

O público também pode ter uma frase de Cazuza estampada no rosto. Basta tirar uma foto e escolher a frase. A foto é enviada para o e-mail e pode ser selecionada para fazer parte da exposição. Uma vez por semana novas fotos do público serão colocadas no painel.

Até os banheiros do Museu da Língua Portuguesa prestam homenagem ao músico. “O banheiro é um lugar importantíssimo. O Cazuza dizia que o banheiro era o altar dele, o local de inspiração. Então é uma exposição que mistura história, mistura essa rebeldia da juventude, muita poesia e muita música tendo ai como guia o Cazuza”, explica Antônio Carlos Sartini, diretor do museu.

Há também objetos pessoais do artista. A bandana e os óculos que ficaram famosos no rosto do músico, a calça de couro que ele pegou emprestada da mãe e o bilhete em que escreveu que não estava mais cabendo no mundo.

“Eu acho o Cazuza muito atual, ele era muito a frente do tempo dele, sempre foi desde criança, muito à frente. Como era filho único, tinha uma vida interior muito grande, então a cabeça dele viajava muito. Continuou assim depois de adulto”, conta Lucinha Araújo, mãe do músico.

Serviço:
Museu da Língua Portuguesa - Estação da Luz
Praça da Luz, s/nº
Centro - São Paulo - SP
(11) 3322-0080
museu@museulp.org.br 
Periodo: de 22/10/2013 a 23/02/2014 

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